"Sentei em uma mesa próxima a um casal que está discutindo, provavelmente, a relação. O cara gritou com ela, 'É mentira!!!', e ela, de braços cruzados, demonstrando indiferença, falou, 'Deixa eu falar?'. 'Diga, você só sabe falar mesmo'. (haha good one) A coitada, nem soube o que responder. É o tipo de situação que bate um desespero por não arranjar as palavras que cubram a raiva. Uma loira, com seus 30 anos, sentou à mesa ao lado e não para de sorrir. Deve estar no começo de um romance - e vai acabar como o casal da mesa ao lado. Um homem chegou e sentou ao seu lado, como eu imaginava. Agora são dois sorridentes, perdidos. Amor é como açúcar: se comer muito, passa mal, mas enquanto come, dá uma felicidade. (A experiente falando sobre isso!) Do outro lado da rua há pessoas correndo, caminhando, passeando com animais estranhinhos, ouvindo música; outras, sentadas, como eu. Eles passam tranquilos, rindo, sérios, conversando, mas enquanto isso, a cabeça deles borbulham de opiniões, críticas, vinganças e vontades e, no fundo, não podem fazer muita coisa. É como se um analfabeto tentasse xingar alguém pela internet. Eles estão de tênis, sandálias, descalços, com uma música na cabeça, um frio na barriga. Há até uns idiotas na mesa da frente tirando fotos, enquanto comem açaí. Nossa, finalmente a loira e o homem se beijaram. Quando terminam, ela sorri apaixonada para ele, procurando seus olhos, enquanto ele olha com um sorriso amarelo, desconfiado, para a mesa. Será que só eu percebi isso? O céu começa a ficar rosadinho. O Sol, já não se vê mais. É a hora que eu mais gosto. Aliás, gosto mais ainda quando o céu está azul marinho. O mar está lindo, o clima agradável, o vento suave e frio. O cor-de-rosa se misturou com o laranja e o azul do céu. Enquanto isso, o casal, supostamente apaixonado, não pára de conversar. O silêncio deles é um beijo ardente. O céu agora é roxo, tranquilizante. Uma mulher chegou carregando flores, para vender. O impulso dela foi caminhar em direção aos casais, ignorando o restante - incluindo eu. O cara comprou uma rosa vermelha para a mulher com quem estava discutindo. O homem não comprou para a loira. Aposto que ela queria, dá para ver em seus olhos, mas o homem não quis se comprometer. Que isso significa? Que há por trás de beijos e abraços e discussões? Nem observando eu pude descobrir. Será que estou olhando muito descaradamente para todos? Quando escrevo assim, esqueço de mim e de como estou agindo - inclusive reagindo às emoções de acordo com o que acontece. 17h30. Escrevo há exatamente 1h40 e estou muito calma. Vou aproveitar esse céu azul marinho - andar na areia, correr, o que seja. Nem o vento sabe para onde me levar"
Há mais de dois anos a minha terapia é escrever. Nunca me importei sobre o que eu escrevia: so dependia do que me vinha na cabeça. Ano passado, precisamente a 08 de maio, em um dia muito estressante - principalmente por causa dos pirralhos da monitoria - corri para a sorveteria em frente a praia e tentei fugir meus pensamentos dos meus problemas. Solução: observar todos ao meu redor. É até engraçado, e confesso como eu consegui me tornar imperceptível - quando uma mulher falou comigo, a frequência dos meus pensamentos caiu e foi como se eu mesma tivesse caído.
Mas é muito difícil observar as pessoas. Isso implica que é preciso, também, observar o lugar e, até mesmo, as pessoas ao redor da observado principalmente. Enfim, há uma série de fatores que, juntos, formam o ser observado. Então, como observaremos verdadeiramente alguém? Acredito que ela seja ela mesma, quando sozinha, sem ninguém a observando. Quando há um outro ser no mesmo ambiente, seu comportamento muda, de maneira não-natural. É complicado conviver com a sociedade, já que ela se modifica a cada contato, que se misturam de maneira que no resultado: ninguém se conhece de verdade. Nem mesmo nós mesmo, agimos de acordo com os outros, logo, somos aquilo entre o que queremos ser e o que a sociedade quer que sejamos.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
Como se escolhe?

Por que as pessoas são tão indecisas e complicadas?
Tanta coisa para escolher, não é?
Escolher a Barbie que vai comprar.
... a bolsa de carrinho mais bonita.
... quantos cubos de gelo se quer colocar no suco de laranja.
... o sorvete depois do almoço.
... o menino mais bonito da sala.
... o que comer quando a despensa está lotada de comida.
... para quem contar o maior segredo do momento.
... para onde e com quem sair no fim de semana.
... a piada mais engraçada para contar.
... a cor da única parede que não é branca no seu quarto.
... a roupa mais confortável.
... o perfume mais adequado.
... a sintonia da rádio.
... a senha do seu e-mail.
... as músicas para colocar em um CD.
... o único filme que você pode locar.
... a última música para ouvir antes do MP3 descarregar.
... as palavras certas para o poema que está compondo.
... a melhor música para enviar para alguém.
... a próxima cor do cabelo.
... o namorado.
... cor do vestido de formatura.
... as palavras certas em uma discussão.
... a tese de mestrado.
... o futuro profissional.
... com quem vai casar e quem vai convidar para a festa.
... onde passará a lua-de-mel.
... o melhor carro e casa para comprar.
... quantos filhos vai ter e como se chamarão.
... o animal de estimação.
... o cardápio do almoço em família.
... quem convidar.
... o castigo do filho.
e por aí vai.
Uma escolha depende de outras, que mal conseguimos escolher. (o ciclo vicioso). E o pior, você não sabe o que há por trás de cada uma, até fazê-las.
...
Por isso as pessoas são tão indecisas e complicadas.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Fim de ano. Época de... desejar Feliz Ano Novo, comprar roupas brancas e pular sete ondas. É quando as pessoao estão mais sentimentais ou desesperadas, pensando no ano que chegará. Acredito que, para mim, será um ano muito bom: primeiro, por motivos pessoais; segundo, por motivos "profissionais". Sempre penso em milhares de objetivos, mas quase sempre não consigo realizá-los, infelizmente. Geralmente as pessoas ficam com muita força de vontade quando termina um ano, mas por que isso, afinal? Ano passado eu comecei pensar nos meus desejos no final de cada mês, como se fosse um ano novo. O primeiro dia de cada mês, para mim, era como o primeiro dia de um desejo meu. Assim, eu teria um mês - ou poderia alongá-lo -, para conseguir algo que almejava e, além disso, não preciso dizer "próximo ano eu farei isso...". Sei que é difícil, com toda a correria diária, mas eu ainda preciso do meu primeiro dia do mês - ou qualquer um dos primeiros dias -, para visualizar e organizar meus pensamentos, assim não me perderia na minha cabeça. Parece bobagem, é quase uma grande estupidez, mas faz uma grande diferença, na verdade. Para mim, sim.
PS: ler ouvindo "The Heart Of Life - John Mayer"
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Cotidiano
Uma das coisas mais comum no nosso dia-a-dia são as expressões idiomáticas. Sabe o pé da letra? Pronto, tem nada a ver com isso! Eu tenho um histórico sobre levar as informações ao pé da letra. Expressões como: nem que a vaca tussa, engolir sapos, dar uma de joão sem braço, bode expiatório, soltar a franga, na mão do palhaço etc me fazem imaginar (virando a cabeça para a esquerda, é claro) as situações que seriam realizar essas expressões. Vocês já imaginaram alguém mudar do saco para a mala? Ou vocês já procuraram pêlo em ovo? São coisas inúteis como essas que nos fazem mais idiotas.
Saiu uma matéria na UOL, sobre o lançamento da quinta edição do "Pequeno Dicionário de Expressões Idiomáticas" de Everton Ballardin e Marcelo Zocchio,cujo livro trata sobre levar essas expressões ao pé da letra, em fotografia. Em anexo, algumas imagens. Vejam.





Mas, como vocês sabem, inglês é muito importante para o nosso futuro. Portanto, não perdendo a oportunidade, aí vão algumas expressões traduzidas (ou não), para que todos possam aumentar o vocabulário. É claro que todos já conhecem, mas vale relembrar algumas:
Tea with me. I book your face. - Chá comigo. Eu livro tua cara.
This is another five hundred! - Isso são outros quinhentos!
The wood is eating! - O pau tá comendo!
Uh! I burned my movie! - Oh! Queimei meu filme!
Who advices Friend is! - Quem avisa amigo é!
Whore that gave birth! - Puta que pariu!
You are by out. - Voce está por fora.
It already was. - Já era.
Come hot that I am boiling… - Vem quente que eu estou fervendo…
To kill the snake and show the stick. - Matar a cobra e mostrar o pau.
I am not the end. - Não estou a fim.
Let’s do a little cow? - Vamos fazer uma vaquinha?
I am only scratting the bag. - Só estou coçando o saco.
Saiu uma matéria na UOL, sobre o lançamento da quinta edição do "Pequeno Dicionário de Expressões Idiomáticas" de Everton Ballardin e Marcelo Zocchio,cujo livro trata sobre levar essas expressões ao pé da letra, em fotografia. Em anexo, algumas imagens. Vejam.





Mas, como vocês sabem, inglês é muito importante para o nosso futuro. Portanto, não perdendo a oportunidade, aí vão algumas expressões traduzidas (ou não), para que todos possam aumentar o vocabulário. É claro que todos já conhecem, mas vale relembrar algumas:
Tea with me. I book your face. - Chá comigo. Eu livro tua cara.
This is another five hundred! - Isso são outros quinhentos!
The wood is eating! - O pau tá comendo!
Uh! I burned my movie! - Oh! Queimei meu filme!
Who advices Friend is! - Quem avisa amigo é!
Whore that gave birth! - Puta que pariu!
You are by out. - Voce está por fora.
It already was. - Já era.
Come hot that I am boiling… - Vem quente que eu estou fervendo…
To kill the snake and show the stick. - Matar a cobra e mostrar o pau.
I am not the end. - Não estou a fim.
Let’s do a little cow? - Vamos fazer uma vaquinha?
I am only scratting the bag. - Só estou coçando o saco.
domingo, 14 de dezembro de 2008
O drama
O maior drama de fazer um blog é nomeá-lo. Eu enfrentei essa dificuldade assim como a maioria das pessoas que têm um blog. Se estou satisfeita? Não sei. Escrevo, mas na verdade ainda não encontrei um nome. Será que é essa dificuldade toda, para escolher um nome para qualquer outra coisa? Um nome de novela, parque, criança, cachorro, gato, periquito. Em que diabos se deve pensar antes de criar um nome? Para que dar nome para tudo, como ursinho (o meu é Sweet Pea), caixas (as minhas são Glória, Betty, Angélica etc), machado (Hoosevelt)? Para identificá-los? Ah! Claro. Eles podem se perder, ou se confundir com outras coisas.. claro. Mas fico indignada com nome para peixe. Nome, para mim, serve para ser dito e atendido. Nada melhor que ouvir seu nome! Bom, não quando alguém se chama Jevuks. (Não desmerecendo esse nome, é claro, mas não é muito comum – é anormal!) Eu adoro ouvir meu nome em bom e alto som! Apelidos também são válidos, para os mais íntimos. Enfim, as pessoas buscam originalidade em nomes de pessoas e acabam exagerando (Cuidado!). Apelidos também são dilemas. Há essa mania de usar a primeira sílaba do nome como apelido (BTW não me chamem de Rô), que às vezes é muito brega (dispenso comentários), outras vezes é muito melhor!
Ok, escolhi o nome. É uma alegoria a 3x5. Poucos entendem o que realmente significa isso. Para quem quer saber, é uma música 17h30’s! John Mayer descreve perfeitamente o relacionamento entre duas pessoas que trocam sensações, através de fotografias. Descrições são interessantes, mas vivenciar é magnífico! Confiram a letra depois.
PS: Eu odeio verificar a disponibilidade. Só me traz ilusões!
Ok, escolhi o nome. É uma alegoria a 3x5. Poucos entendem o que realmente significa isso. Para quem quer saber, é uma música 17h30’s! John Mayer descreve perfeitamente o relacionamento entre duas pessoas que trocam sensações, através de fotografias. Descrições são interessantes, mas vivenciar é magnífico! Confiram a letra depois.
PS: Eu odeio verificar a disponibilidade. Só me traz ilusões!
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